Arquivo | setembro, 2012

Dia 27/9: Vem aí o ato em Brasília em apoio ao Chávez, com show do Xangai!

20 set

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O processo de libertação na América Latina e o papel de Hugo Chávez – Le Monde Diplomatique Brasil

10 set

Hoje na Venezuela, falar de processo revolucionário e de socialismo é tratar de um tema que, segundo o povo venezuelano, estão acompanhando e vivenciando no dia-a-dia

por Gladstone Leonel da Silva Júnior*
 
Fonte: Le Monde Diplomatique Brasil
http://www.diplomatique.org.br/acervo.php?id=3008
(Brasília – O presidente Hugo Chávez (Venezuela), posa para a foto oficial que formaliza a incorporação da Venezuela no Mercosul)

Em pleno século XIX, um dos lutadores para a libertação da América do julgo europeu àquela época, José Martí, refletia sobre a importância de surpreender os que insistem em impedir os processos de transformação necessários para uma grande pátria justa e livre. Dizia ele, profeticamente, “que a um plano obedece o nosso inimigo: enganar-nos, dispensar-nos, dividir-nos, afogar-nos. Por isso, nós obedecemos a outro plano: ensinar a nós mesmos com todo o vigor, apertar-nos, juntar-nos, desbaratá-los, finalmente fazer a nossa pátria livre. Plano contra plano”.

O sonho de Martí e Bolívar ainda está presente no ideário dos povos latino-americanos e, em pleno século XXI, começa a tornar-se uma realidade palpável. O exemplo vem da terra do próprio Bolívar, a Venezuela. O predestinado a ajudar no cumprimento dessa tarefa junto ao povo latino-americano chama-se Hugo Chávez.

O atual presidente, democraticamente eleito na Venezuela, exerce o segundo mandato e enfrenta uma oposição ferrenha não só em seu país, mas em todo o mundo. Por que motivo Hugo Chávez incomodaria tanto, se os cidadãos venezuelanos legitimamente insistem em elegê-lo como presidente? Qual o interesse das principais potências econômicas do mundo em um país mediano, no norte da América do Sul, dentre quase duzentos países no planeta?

Atualmente, um aspecto central para a análise do processo de transformação do país é o papel da PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A.) para a sociedade. A Venezuela é um dos países com a maior reserva petrolífera do planeta. Após a entrada de Chávez na presidência, o Estado venezuelano modificou a gestão e o direcionamento dos faturamentos da empresa. Os royalties do petróleo passam a ser investidos desde a área da saúde à habitação em benefício do povo. Socializa-se, de fato, o capital adquirido no mercado internacional de petróleo, baixando consideravelmente a taxa da pobreza no país.

Hoje na Venezuela, falar de processo revolucionário e de socialismo é tratar de um tema que, segundo o povo venezuelano, estão acompanhando e vivenciando no dia-a-dia. Sobretudo, a partir da introdução das missões bolivarianas.

Quem ousaria contestar um humilde trabalhador venezuelano sobre o potencial transformador dos mercados socialistas? Local onde são vendidos alimentos a baixo preço e de qualidade, sem agrotóxicos. Ou seja, o abastecimento é proveniente de experiências de agroecologia promovidas pelo Estado e acessíveis ao povo pobre, não aos grandes hipermercados. Ressaltando que as áreas de plantio, muitas vezes, são provenientes de desapropriação. Dessa forma, a Venezuela combate ao mesmo tempo três elementos fomentadores da desigualdade social na América Latina: os latifúndios, o agronegócio e as redes monopolistas do setor de alimentos.

Na área habitacional, os setores ligados à especulação imobiliária são escanteados para que o direito à moradia de cada cidadão venezuelano seja garantido. A missão habitação ou “misión vivienda” tende a zerar, até 2018, o déficit habitacional na Venezuela. Todos terão direito a casa própria, além de infraestrutura de lazer e educacional nessas áreas.

Tudo isso, impulsionado pelos conselhos comunais. Ou seja, a forma de que o povo seja responsável pelas mudanças de sua realidade e decida o próprio destino. Os conselhos possuem poder político e exercem a gestão direta de políticas públicas. Não se caracterizam só como estrutura consultiva, mas deliberativa, ativando a governança comunitária nos variados setores organizados, como na saúde, na economia comunal, na habitação etc.

A Constituição venezuelana garante o “Poder Cidadão” como um de seus poderes instituídos. Os conselhos comunais são a efetivação dessa previsão constitucional, contrariando o imaginário personalista e concentrador de poder que os meios midiáticos tradicionais passam do presidente. A tendência é uma maior autonomia e maior peso político dos conselhos comunais diante dos poderes instituídos de prefeitos ou governadores, por exemplo. É, de fato, o empoderamento do povo, indo além da mera eleição, mas por meio do exercício de uma democracia participativa pulsante.

Mesmo assim, o governo Chávez ainda é taxado de ditatorial para alguns, antidemocrático para outros. Para o povo venezuelano, que reiteradamente enche as ruas com milhares de pessoas para acompanhar os comícios do presidente, que se sentem sujeitos de um processo transformador, por não aceitarem só a democracia representativa e nenhum retrocesso nos seus direitos conquistados, essa falsa imagem não se sustenta. O que incomoda os países conservadores mundo afora é o fato de a Venezuela mostrar que, politicamente, as coisas podem ser diferentes. Como diz o velho ditado, “uma ação vale mais que mil palavras”. Esse é o grande ensinamento do processo revolucionário bolivariano da Venezuela.

O resultado do simulacro eleitoral realizado dia 2 de setembro de 2012 é sintomático. Mesmo a mídia conservadora latino-americana falando em empate técnico entre os candidatos, o resultado é titubeante. Dos mais de 1,6 milhão de eleitores que participaram, por volta de 86% querem a manutenção de Chávez na presidência contra os 12% para o candidato de oposição.

Eleger Chávez significa manter a chama de uma América Latina viva, tenaz, guerreira e unida ao redor de toda sua riqueza de pluralidades. É voltar-se para nossa construção sócio-histórica e acreditar que temos muito mais semelhanças que divergências, que na América Latina pulsa um coração único que alimenta um só corpo. Hoje, esse coração cheio de vigor e esperança da “pátria grande” chama-se Venezuela!

Seguindo os caminhos de Bolívar: “O que tem sido feito não é mais que o prelúdio do que se pode fazer. Estejam preparados para o combate e contem com a vitória”.

(*) Gladstone Leonel da Silva Júnior. Professor e doutorando em Direito pela Universidade de Brasília e militante da Consulta Popular-DF. Participou do Encontro Internacional de Jovens da Nossa América, na Venezuela, em agosto de 2012.

Imagem: Wilson Dias/ Agencia Brasil

Ato político-cultural em apoio a Chávez reúne centenas de militantes em São Paulo

6 set

Cerca de 500 pessoas lotaram o auditório da Casa de Portugal, em São Paulo, nesta quarta-feira (5), para participar do ato-festa em apoio à eleição de Hugo Chávez para a Presidência da Venezuela. A atividade foi organizada pela “Campanha Brasil está com Chávez” (https://brasilcomchavez.wordpress.com), que reúne movimentos sociais, partidos políticos e outras forças populares da esquerda. Veja as fotos: http://www.flickr.com/photos/brasilcomchavez .

“A América Latina é muito importante para o futuro e o destino da esquerda mundial. O destino da América Latina passa pela integração entre nossos povos”, afirmou Valter Pomar, da Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT).

O ato político contou com a participação de personalidades e dirigentes das entidades apoiadoras da Campanha. Fernando Morais, jornalista e escritor, declarou seu apoio a Chávez e completou: “Não há um preso político na Venezuela, um preso de consciência sequer. Que isso nos contamine. Oxalá que a Revolução Bolivariana (…) chegue aqui no Brasil”. É o que espera também Socorro Gomes, presidenta do Cebrapaz e do Conselho Mundial da Paz. “O nosso destino é o destino da Venezuela, do Equador, da Bolívia. Nosso destino é um só”, afirmou ela.

Para João Pedro Stédile, da Direção Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), as eleições venezuelanas representam a disputa de dois projetos. “De um lado está Capriles, representante da direita, do capitalismo, do outro, Chávez com um projeto alternativo popular dos povos da América Latina. (…) É uma luta de classes continental”, ressaltou.

Assista ao vídeo com o depoimento de quem apóia o Chávez no Brasil.

O samba do Thobias, da Vai-Vai, foi uma das atrações culturais da atividade. De improviso, o ritmo brasileiro se uniu ao venezuelano, quando o grupo Tambores Bombayá tocou algumas músicas junto com os sambistas. Em seguida, os participantes puderam conhecer e dançar com a apresentação musical da Venezuela. O ato também teve participação do cantor Pedro Munhoz, que compôs o jingle oficial da Campanha brasileira (ouça aqui: http://bit.ly/PSEJSj ).

A “Campanha Brasil está com Chávez” conta com o apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido Socialista Brasileiro (PSB), União Nacional dos Estudantes (UNE), Levante Popular da Juventude, Via Campesina, União da Juventude Socialista (UJS), Cebrapaz, Foro de São Paulo, Consulta Popular, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (Feab), partido Pátria Livre (PPL) e Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM).

A Campanha está também nas redes sociais: http://www.facebook.com/brasilcomchavez e http://www.twitter.com/brasilcomchavez

Campanha faz belo ato em SP!

6 set

Auditório lotado! Fizemos um belo ato-festa em São Paulo nesta quarta-feira (5)! Vejam as fotos:

FLICKR: http://www.flickr.com/photos/brasilcomchavez/sets/72157631431136862/

FACEBOOK: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.549317188427523.138105.478809832144926&type=1

 

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